Juventus é símbolo de resistência.

Crianças, jovens e idosos. Ricos e pobres. Descendentes ou não de italianos. Moradores ou não da Móoca. O tradicional Cannoli. O alambrado. A arquibancada de concreto. Tudo isso faz parte da Rua Javari, estádio do tradicional Clube Atlético Juventus, um dos exemplos mais emblemáticos de resistência ao futebol moderno no Brasil.

A paixão dos torcedores pela equipe, que hoje disputa a Série A-2 (segunda divisão) do Campeonato Paulista, é algo que vai totalmente contra o conceito de torcedor-consumidor moderno.

"O Juventus é o outro lado da moeda. É um polo de resistência contra tudo isso que virou o futebol, um comércio midiático que explora a paixão do torcedor", afirmou Melvin Traldi, torcedor do Moleque Travesso.

Pode-se dizer que a Rua Javari, casa grená, é o principal foco dessa resistência. O estádio extremamente pequeno, que abriga 5 mil pessoas, nem de longe lembra as modernas novas arenas brasileiras. Atrás de um dos gols, no Setor 2, fica a principal torcida juventina, que leva o nome do próprio espaço do estádio. Durante os 90 minutos, a barra-brava grená entoa seus cantos empurrando a equipe e alfinetando alguns rivais. Em alguns momentos, o grito de "ódio eterno ao futebol moderno" também pode ser ouvido no Estádio Conde Rodolfo Crespi.

"Hoje em dia, o futebol ficou muito mercenário. Falta paixão clubística. Esse pessoal que você vê aqui na Javari, você não vê em outro lugar. Aqui no Setor 2 todo mundo está vestindo a camisa do Juventus. Não é uma torcida uniformizada, daquelas briguentas. Essa é a diversão do futebol, um esporte muito bonito, que o dinheiro estragou", disse Edgard Vieira de Souza, filho de Manoel Vieira de Souza, um dos fundadores do clube da Móoca.

Para o torcedor grená Ramon Isla, a paixão bairrista difere a torcida juventina das demais. "Desde pequeno vinha aqui no Setor 2 e me apaixonei. A gente vem, grita, acompanha, até viaja para acompanhar o Juve quando visitante. Na chuva, no sol, estamos sempre aqui cantando. A torcida do Juventus é amor. É o time do bairro.", disse.

Com sua simplicidade e sua tradição em um dos mais peculiares bairros da capital paulista, o Juventus conquista qualquer fã do futebol. Em um esporte cada vez mais mercantilizado e comercial, a torcida do Moleque Travesso representa a contramão, uma via alternativa. Um clube onde a paixão supera quaisquer resultados, glórias ou badalações. Gazeta Press

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Time Campeoníssimo da várzea nos anos 40 e 50

"GLORIOSO DA MOOCA" que nasceu na rua do Hipódromo, quase esquina com a rua Itajaí, sendo que, um dos fundadores foi meu Tio Genésio, tendo outros membros como: Zezão, Ezzio, Hilário, Guilherme e tantos outros.

Foi um dos maiores clubes de várzea da época (décadas de 40 e 50); chegaram a 70 partidas invictas, sendo necessário irem jogar no interior de São Paulo, sendo que uma das últimas partidas foi na cidade de Caieiras, onde até as camisas dos times foram benzidas pelo padre da região. O churrasco também estava preparado para os visitantes. No entanto, o jogo começou e o Glorioso da Mooca fez 1 a 0; a torcida contrária não gostou e 15 minutos após o juiz marca um pênalti a favor do Glorioso e, ai então, começou um fecha pau e o jogo terminou e os jogadores foram obrigados a correrem para a estação do trem para evitar o confronto com os briguentos.

A Gazeta Esportiva na época enalteceu o Glorioso da Mooca como um dos melhores times de várzea. Aqui vai alguns nomes de jogadores que faziam parte desse timaço: Fritz, Genésio, Caieras, Sargento, Leitão, Oscar, Lito, Alemão, Zezão, Zinho, e tantos outros. Na época, com 11 anos, meu pai era o mascote do time. Ele saiu por diversas vezes no jornal junto com esse grande time da época. Quis fazer essa homenagem pois não consigo entender como ninguém até hoje prestou de alguma forma homenagem ao simplesmente "glorioso".

Informações do meu saudoso Pai, "Seu Sérgio"..

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